Um diretor de cinema inesperadamente se vê envolvido em uma trama complexa e intrigante, recheada de mortes, roubos de diamantes, autoconhecimento, e obsessões literárias e cinematográficas. A trama segue dois pontos centrais, que correm paralelamente e corrompem a suposta normalidade cotidiana do personagem. Um dos pontos é apresentado logo nas primeiras páginas, quando a personagem , ao mudar-se de apartamento para tentar esquecer uma tragédia recente, dá abrigo a uma desconhecida, chamada Angélica Maldonado. Angélica passa a noite, e vai embora pela manhã deixando um pacote suspeito, e um bilhete de que voltaria para buscá-lo. Alguns dias depois o cineasta lê nos jornais sobre a morte de Angélica e resolve abrir o pacote, que descobre portar pedras preciosas. Repentinamente ele se encontra com uma fortuna nas mãos e envolvido com contrabandistas de pedras preciosas, que passam a persegui-lo. O segundo ponto crítico ocorre quando um produtor alemão chamado Plessner o convida para filmar na Alemanha uma adaptação do livro “A Cavalaria Vermelha” do escritor russo Isaak Bábel. O cineasta aproveita a oportunidade para sair do país e fugir dos contrabandistas, mas acaba envolvido em outra trama perigosa. Ele se torna obcecado pela obra do escritor russo, e envolve-se em uma obscura missão. Aceita a proposta do produtor Plessner, de resgatar da Alemanha Oriental um suposto manuscrito inédito de Bábel. A sua obsessão o leva a trapacear Plessner e retornar ao Brasil com o valioso manuscrito. Sua atitude refletirá em conseqüências desastrosas que revelarão verdades sobre si mesmo. A trama é um grande quebra cabeças. O grande trunfo da obra é explorar e transcender as possibilidades de um romance policial, num exercício repleto de intertextualidade, que nos joga em um mundo, em que nos deparamos, sem julgamentos, com as clássicas distorções do caráter humano (cobiça individualismo, sadismo). Enfim, um mundo repleto de “Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos”.

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