terça-feira, 24 de maio de 2011

Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antônio de Almeida

O livro conta a historia do jovem Leonardo, filho de pais separados, criado pelo padrinho barbeiro, sendo uma peste tanto criança quanto mais velho. No começo, indicado para ser clérigo, sua rejeição a igreja o leva a vadiar. Na companhia do padrinho, conheci Luzinha, por quem se apaixona. Ela, no entanto, se casa com um espertalhão, Jose Manuel. Quando o padrinho morre, ele volta a morar com o pai, mas por pouco tempo, porque este o expulsa de casa por se desentender com a madrasta. Vai morar na casa de um amigo dos tempos que era sacristão e conhece Vidinha, por quem também se apaixona. Após intrigas feitas pelos pretendentes dela, sai desta casa também e é nomeado soldado pelo major Vidigal, figura policial constante na obra. Não param por ai suas diabruras, indo parar na cadeia. A madrinha e a tia de Luisinha intercedem a seu favor e, solto, e promovido para sargento. Logo após, morre Jose Manuel, e ele reata com Luisinha. Transferido para Milícias, casa-se com ela.



sábado, 21 de maio de 2011

Madame Bovary - Gustave Flaubert


Madame Bovary foi recebida com muita polémica em sua época. Flaubert chegou a ser processado pelo governo Francês.
 Conta a história de Emma Bovary, uma mulher sonhadora e fútil, assídua leitora de romances, se deixa influenciar pelas idéias românticas. Emma se casa com Charles Bovary, viúvo, e médico. Charles era bem de situação, por conta de sua profissão, mas pensava muito pequeno. O casal fixa residência na província de Tostes, porém depois de uma grande festa no luxuoso castelo de Vaubyssard, Emma deslumbrada com o luxo e a riqueza que passavam longe da sua rotina ao lado do acomodado Charles, ela convence o marido a mudar-se para Yonville. Lá ela engravida e tem uma menina, que é entregue aos cuidados da ama-de-leite Rollet. Passam a frequentar a casa dos Bovary, o farmacêutico Homais e Leon, estudante de direito que nutre uma atração por Emma. Leon se aproximação de Emma, mas esta se faz de difícil, após varias tentativas sem resultado ele muda-se para Paris. Sua partida entristece enormemente Emma, que se sente só e entediada, no fundo ela gostava dele. Logo Emma conhece Rodolphe, um aristocrata decadente que vive num castelo próximo a Yonville. Emma inicia um caso de amor com Rodolphe, os encontros secretos são no castelo. Mas logo o romance acaba e ela volta a sofrer, inclusive adoecendo por conta deste amor, pois ela pretendia fugir com ele, mas este desistiu de ultima ora para a infelicidade de Emma. Tempos depois Emma reencontra Leon no teatro e desta vez eles vivem uma história de amor. Emma desconta suas desilusões amorosas fazendo compras, acaba endividando-se ao ponto de não conseguir saldar as promissórias. O comerciante Lheureux, a quem Emma deve, resolve cobrá-la judicialmente. Ela pede ajuda ao ex-amante Rodolphe e ao amante Leon. Nenhum deles a socorre. Desesperada numa última tentativa, Emma procura o tabelião Guillaumin para evitar a penhora da casa dela. Inútil, o tabelião ainda tenta seduzi-la. Sem saída, Emma suicida-se. Charles perde tudo por conta desta divida que sua mulher lhe deixou de herança. Após algum tempo Charles descobri uma caixa recheada de cartas de amor escritas por Emma e recebidas de Rodolphe e Leon. O desapontamento e tão grande que ele tira sua vida. Sua filha sem ter para onde ir fica aos cuidados de uma senhora que a faz sua empregada. 

Cléo e Daniel - Roberto Freire


Cléo e filha de pais ricos, freqüentadores da alta sociedade. Mãe, filha e pai não se entendem muito bem: Cléo anda solta por São Paulo entre festinhas e comprimidos. Após sofrer um aborto imposto pela mãe e levada pela mesma a um psiquiatra. O que era pra ser o porto seguro da situação, o consultório de Flugeman, acaba conhecendo Daniel. Daniel e um jovem de aproximadamente 17 anos, revolto com a vida e viciado em comprimidos de nome “bolinha”. Eles vivem uma louca paixão em meio às festinhas regadas a muito sexo, álcool e drogas. Após uma crise alucinógena provocada pelos comprimidos, decidem tomar uma dose excessiva de “bolinhas” e acabam morrendo por overdose.

Carandiru - Dráuzio Varella

Com quase oito mil presos, a Casa De Detenção de São Paulo foi o maior presídio do país e ficava localizada no bairro do Carandiru. Foi construída na década de vinte e possuía sete pavilhões, onde os presos ficavam soltos durante o dia e à noite eram trancados em suas celas. Os mais afortunados, que possuíam família e dinheiro, conseguiam arranjar uma cela decente, mas os solitários e sem dinheiro, permaneciam em celas pequenas, cheias e imundas, onde se desenvolviam várias doenças. O livro narra a convivência do médico Dráuzio Varella com a "malandragem”, que dentro da prisão cria um mundo onde os mais perigosos é que ditam as regras e coitado daquele que não obedecê-las... O pior castigo é sem dúvida a morte, passando despercebida pelos carcereiros que muitas vezes até apoiavam os marginais. Dráuzio medicava os detentos e ouvia-lhes as estórias de vida das quais estão neste livro. É um mundo cão mesmo, cruel e desumano. 
A palavra piedade não existe no dicionário desses homens que vivem pior que animais no Zoológico.
 

As vidas de Chico Xavier - Marcel Souto Maior

(sinopse)
Chico Xavier viveu seus 92 anos no limite. Com o pé na terra e outro no além, fechou os olhos e pos no papel, poemas, crônicas, mensagens. Em mais de 400 livros psicografados, mortos ilustres e anônimos consolaram os vivos, pregaram a paz e estimularam a caridade. Para os milhares de admiradores fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo um personagem intrigante. Em 2002, o médium que foi eleito um dos brasileiros mais importantes do século xx encerrou sua missão. Multidões formaram filas para se despedir de um homem que foi enaltecido e insultado, indicado para o premio Nobel da paz e alvo de faca e revolver. Desprezado por intelectuais, adulado por poderosos, Chico Xavier imune e uns e outros. Virou mito. E, depois de morto, um capítulo da historia escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - Rubem Fonseca


Um diretor de cinema inesperadamente se vê envolvido em uma trama complexa e intrigante, recheada de mortes, roubos de diamantes, autoconhecimento, e obsessões literárias e cinematográficas. A trama segue dois pontos centrais, que correm paralelamente e corrompem a suposta normalidade cotidiana do personagem. Um dos pontos é apresentado logo nas primeiras páginas, quando a personagem , ao mudar-se de apartamento para tentar esquecer uma tragédia recente, dá abrigo a uma desconhecida, chamada Angélica Maldonado. Angélica passa a noite, e vai embora pela manhã deixando um pacote suspeito, e um bilhete de que voltaria para buscá-lo. Alguns dias depois o cineasta lê nos jornais sobre a morte de Angélica e resolve abrir o pacote, que descobre portar pedras preciosas. Repentinamente ele se encontra com uma fortuna nas mãos e envolvido com contrabandistas de pedras preciosas, que passam a persegui-lo. O segundo ponto crítico ocorre quando um produtor alemão chamado Plessner o convida para filmar na Alemanha uma adaptação do livro “A Cavalaria Vermelha” do escritor russo Isaak Bábel. O cineasta aproveita a oportunidade para sair do país e fugir dos contrabandistas, mas acaba envolvido em outra trama perigosa. Ele se torna obcecado pela obra do escritor russo, e envolve-se em uma obscura missão. Aceita a proposta do produtor Plessner, de resgatar da Alemanha Oriental um suposto manuscrito inédito de Bábel. A sua obsessão o leva a trapacear Plessner e retornar ao Brasil com o valioso manuscrito. Sua atitude refletirá em conseqüências desastrosas que revelarão verdades sobre si mesmo. A trama é um grande quebra cabeças. O grande trunfo da obra é explorar e transcender as possibilidades de um romance policial, num exercício repleto de intertextualidade, que nos joga em um mundo, em que nos deparamos, sem julgamentos, com as clássicas distorções do caráter humano (cobiça individualismo, sadismo). Enfim, um mundo repleto de “Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos”.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Luciola - José de Alencar


Conta a história romântica de Lucíola e Paulo. Lucíola é uma cortesã de luxo do RJ em 1855. E Paulo um rapaz do interior que veio para o Rio para conhecer a Corte. Na primeira vez que Paulo viu Lúcia, julgou ela como meiga e angélica, mesmo seu amigo Couto contando barbaridades sobre ela e revelando a sua verdadeira profissão, Paulo manteve essa imagem em seu coração.Descobrindo sua casa, Paulo foi visitá-la, e sendo as circunstâncias favoráveis, ela entregou-se a ele como no mais belo ato. Depois disto, Lúcia passou a ser vulgar e mesquinha, desprezando o amor de Paulo, bem como havia dito Couto a respeito dos modos da moça.Paulo então viu Lúcia com outros homens, como Jacinto, e sentiu ciúmes, mas Lúcia justificou alegando ser ele apenas um negociante. Em uma festa a que tanto Paulo quanto Lúcia estavam presentes, todos os convidados beberam e jogaram a vontade, tanto os homens quanto as mulheres. Nas paredes havia quadros de mulheres nuas, e como era Lúcia uma prostituta, a pedido e pagamento dos cavalheiros, ela ficou nua diante dos presentes. Para Paulo aquela não era a imagem que ele havia visto na casa e na cama de Lúcia, esta era repugnante e vulgar, aquela bela e fantástica, não era Lúcia que ali estava, aquela jovem meiga que conhecera, e sim Lucíola, a prostituta mais cobiçada do Rio de Janeiro.Então Paulo retirou-se, alegando que já havia visto paisagens melhores. Lúcia arrependeu-se do que fez e eles se reconciliaram. Paulo a amava desesperadamente de forma bela e pura, Lúcia em seus conturbados sentimentos, decidiu então dedicar-se inteiramente a esse amor para que sua alma fosse purificada por ele.Então vendeu sua luxuosa casa e foi morar em uma menor e mais modesta. E contou a Paulo sua história:seu nome verdadeiro era Maria da Glória e, quando em 1850 houve um surto de febre amarela, toda sua família caiu doente, do pai à irmãzinha. Para poder pagar os medicamentos necessários para salvá-los, Lúcia se deixou levar por Couto, quem a partir disso ela passou a desprezar profundamente. Nessa época ela tinha 14 anos, e seu pai, ao descobrir, a expulsou de casa. Ela fingiu então sua própria morte quando sua amiga Lúcia morreu, e assumiu este nome.Agora, com o dinheiro que conseguia, pagava os estudos de Ana, sua irmã mais nova. Paulo ficou muito comovido com a historia de Lúcia. Ele sempre a visitava e numa noite de amor ela engravidou, mas adoeceu. Lúcia acreditava que a doença era devido ao fato de seu corpo não ser puro. Confessou seu amor a Paulo e que pertencia a ele, queria que Paulo casasse com Ana, que tinha vindo morar com eles. Paulo recusou-se assim como Lúcia também recusou o aborto. E por isso ela morreu.Após 5 anos, Ana passou a ser como uma filha para Paulo, que a amparava. E 6 anos depois da morte de Lúcia, Ana casou-se com um homem de bem e Paulo continuou triste com a morte do único amor da sua vida.Lucíola é um romance urbano, em que Alencar transforma a cortesã em heroína, esta purifica sua alma com o amor de Paulo. Ela não se permite amar, por seu corpo ser sujo e vergonhoso, e ao fim da vida, quando admite seu amor, declara-se pertencente a Paulo. É a submissão do amor romântico, onde a castidade valorizada.Percebe-se também uma crítica social e moral ao preconceito. O romance causou comentários na sociedade. Paulo se viu dividido entre o amor e o preconceito. A atração física superou essa barreira, mas até o final ela se sentia indigna do amor de Paulo e do sentimento de igualdade que deveria existir entre os amantes.